*Poesia Nossa de Cada Dia*

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!

Miguel Eduardo- & Karinna*

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito-
em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Devíamos semeá-las!*




Devíamos semeá-las!*

enquanto pronunciadas
no centro do Sol
na beirada da Lua
palavras são flores
são estrelas puras...
nos lábios a crepitarem
fogo da vida
e mesmo em melancolia
num bailado de bela tristeza
clara luz, escura noite amada
o Amor será sempre
a semente que brotará
a paz na minha madrugada...

Karinna*

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL




















Que este NATAL se faça de esperanças
E que todas as cores tomem a mais bela forma
Para que eu possa assim os "ver", meus amigos
Das magníficas mãos universais
Em realizado sonho de festa
A pairar sorrindo PAZ.

FELIZ NATAL

Dezembro de 2010

Miguel Eduardo-

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

jardim de poesias raras*

























jardim de poesias raras...*

Costumes da lembrança
No claríssimo apelo
Da saudade, delírio do lírio
À sombra do jardim ocasional
Vive por nosso olhar
Partido ramo

Certas palavras são belas
Melancolia é uma delas
Devíamos semeá-las!

Miguel-

Raiz*


Raiz*

a nosso favor
temos as ramagens doiradas
dos versos que trazemos
no trepidar dos cílios
e no agora que é tudo
-ou nada- que nos basta
um perto estar tão longe
como sementes que transcendem
o frêmito da flor enluarada...

ser estrela ou palavra
ser noite de brilhantes
jardim de poesias raras...

Karinna*

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

EM CADA SOPRO UMA PRECE...




em cada sopro de uma prece...
todas as mãos abertas
ao tempo que passa,
mas não parte,
pergunta:
vamos?

E breve
Como a eternidade
A ingênua libertação do instinto
Como em sonho resumido, voa em cinco sentidos
Respira a chama em que se alimenta
A paixão enfeitiçada
Fluídica
Raiz

Miguel-

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Floração*


Certa linguagem das flores,
que dá o real significado das palavras
venho contar do vento sentido
que alvoroça jardim d'alma
Anuncio nesse verbo
que o sonho ainda é ponte
mesmo triste, incolor e pendente
baila no algodão fosco da minha noite....

Certa solidão das flores
que dá o colorido brumoso do poema
venho contar do olhar perdido
na face de um verso sem letras
Anuncio nesse sentimento
que a vida ainda floresce
mesmo que frágil e demente
em cada sopro de uma prece...

Karinna*

sábado, 16 de outubro de 2010

Sou só um instante diáfano...





















Além
Onde o ar
Faz-se mais fino
Na abóbada em círculos
Profundamente acima das estrelas
Segredo azul nos confins do pensamento
Enche de vida a gente, na conversa das estrelas
Certa linguagem das flores, que dá o real significado das palavras

Miguel Eduardo-


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Embalando Tempo, Modo e Ternuras*




Embalando tempo, modo e ternuras
Guardo-me vapores, de azuis e carmins
Nos campos das brumas dos teus olhos
De Amor
Sou só um instante diáfano...

Karinna*

domingo, 1 de agosto de 2010

Escrita na Língua dos Apaixonados*


Escrita na língua dos apaixonados
É uma noite suspirando eternidade
Num verso prenhe de luar, a claridade
Prateia a Poesia em escritos afagos

Corpo quente ameno e cálido
A noite abraça o recitar perfeito
Uma Lua desenha-se no peito
Um pranto de gozo soluça impávido

Noturnas letras, deuses e criaturas
Palavras sussurradas em ventos
A música se dá em amores sonolentos
Embalando tempo, modo e ternuras

Karinna*

sexta-feira, 23 de julho de 2010

NO AMAR-TE A CADA LETRA


















No amar-te a cada letra
Soasse melhor e sem pressa
Na fala que escutava embargada
A palavra que o passado houvesse
De onde o silêncio residia

Monotonia de certa madrugada
Qual vale sombrio, caixa vazia
Estado de alegria prenhe
Carente de afago meu ouvido
Lia a carta à tinta de lágrimas

Escrita na língua dos apaixonados

terça-feira, 20 de julho de 2010

Excesso da minha verdade*


Excesso da minha verdade
Recito magnólias no cume
O húmus do alvorecer do verbo
Nos olhos incendiados
O linho, o sonho e o objeto.

Flores das ternuras
Florescem em indômitos dedos
Fragores de orquídeas e açucenas
No rasgar da palavra o murmúrio
Colho madrigais entre estrelas.

Clara brisa noite de lua cheia
E o poema se faz delirante
No amar-te a cada letra.

Karinna*

quarta-feira, 14 de julho de 2010

E na alma torna-se consoante

Ressoa nos gestos
Nos sonhos
Renúncia de corpos ausentes

E o disfarce não disfarça
Porque é pedaço de sol
Como tu defronte do espelho

Linda
De frente
E de costas

Excesso da minha verdade


Miguel-

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Que o poeta vê*


Que o poeta vê
Ao fustigar o fogo que inflama
Num mar cerebral, naus sem âncoras
De velas desbragadas
Em poesias loucas...
Vê o verso estrela
Percebe a flor da rima
A palavra farol
O verbo lua
A voz do Sol
Uma urgência imperiosa
Na claridade mental da bruma...
Traz um soneto errante
Um sorriso cometa indefinível
Um gesto escrito deslumbrante
Onde fervilha puro
O Amor
Letra Maiúscula
Que deixa de ser vogal
E na alma torna-se consoante.

Karinna*

quinta-feira, 10 de junho de 2010

"A usura do tempo recita uma fala"

De falar basta
Como nas dobras da noite
As rosas se desenham
Suspiro do tempo
E imobilidade tempestiva
Harmônico escuro
Muito além dos desejos
Emoldura um espelho
Sopro de poema
Que o poeta vê

Miguel-

domingo, 16 de maio de 2010

-como Astro-Rei que vai para voltar-


-como Astro-Rei que vai para voltar-

Sob luas de veludo em céu de tule e breu
Estrelas fustigam sonhos e ideais
No seio da noite rompe amálgama de cores
O silêncio, era um linho branco, a carícia
Um estendal no olhar, cadentes amores ...

Sob prisma lúcido a aurora se aconchega
Afugenta a escuridão prateada
E o ouro do Sol tinge um segredo
A música rebrilha em tons róseos
Mais um dia nasce no peito...

Cósmico o corpo na harmonia azul do mundo
Noite ou dia, crença ou sofisma
Na placidez morna a esperança se instala
Há um sonho a cochilar na bruma
A usura do tempo recita uma fala.

Karinna*



sábado, 15 de maio de 2010

SOPRO MORNO - CARÍCIA PRESSENTIDA




















Sopro morno- carícia pressentida
A flor do sentimento ornamentando
Desejo astral em dúvida iludida
Se me faltasse a mim te tributando

Certo cheiro fingido de candura
Despontasse a vestir o verdadeiro
Como clareia o sol a sombra escura
Tal gama da beleza em teu espelho

E enquanto durem chamas dos aplausos
Num beijo tropical de apaixonar
Alguma coisa é no meu ocaso
Como Astro-Rei que vai para voltar

sexta-feira, 14 de maio de 2010

De Tirar o Ar da Respiração e o Chão*


De tirar o ar da respiração e o chão
Borboletas teus beijos flutuando
No desenho dos meus lábios morangos
Rubro sinete da paixão...

Ouso teu nome na aurora quente
Busco teu fôlego na palavra ainda segredo
Seiva, vida, denunciante silêncio
Coração disposto sente...

Urge sentir teu hálito doce
Respirar-te no círculo da magia
No meu rosto tua luz esbatida
Sopro morno- carícia pressentida-

Karinna*

quinta-feira, 13 de maio de 2010

TERRA, ÁGUA E FOGO NO VIVER EM VERSOS


















-terra, água e fogo no viver em versos-

Os passos, o silêncio, o quente sorriso
Aos olhares dançavam forças musicadas
Carícia à saliva, necessidade grave
E seu conteúdo na ideia retido

Intensidade de anseios como a claridade
Beleza de matar a sede espalha-se
Em gestos que os sentidos emudecem
De tirar o ar da respiração e o chão


Miguel-

terça-feira, 11 de maio de 2010

Simples como um Brilhante*


Simples como um brilhante
Feita desse amar assim urgente
Redemoinhos de ilusões sem mágoas
Nós no epicentro, deslizando na corrente
-carinhos que borbulham no verso-água-

Como não te dizer dessa comissura
Frêmito, rendição e clausura
Do deleite que traz o Sol poente
Dos tesouros que ornam nosso olhar
-doirados, prateados, amantes dolentes-

E nos chega das origens, o universo
Sabe de nós, a Poesia, doce afago
Tempo esférico, esse saber adverso
Transbordantes azuis esverdeados, verbos-lagos
-terra, água e fogo no viver em versos-

Karinna*






segunda-feira, 10 de maio de 2010

A POESIA VIVE NO CINTILAR DA ESTRELA

















A Poesia vive no cintilar da estrela
A perseguir-se
Brinca de dourados olhos
No decifrar-nos
Mel na ponta dos dedos

Bela rainha e única
Desenlaça o vento
Fosforece lua
Faísca em letras de luz
Simples como um brilhante

Miguel-

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Cintilações*

Cintilações*

Espero-te na nudez de um poema
No tule da vontade
Sou noiva no campanário do verso
Quando caminhas nos corredores
Do meu corpo frouxo e doce

A organza e o cetim rezam
De luvas, a pelica do céu,
As minhas mãos serenas
Aguardam tuas carícias
Como pingos mornos de letras

Eros traz a rima perfeita
Nos dedos que vestes-me
De estrofe e solfejo
A nossa Lua tange e geme
Um bordado, fio de seda
A Poesia vive no cintilar da estrela

Karinna*