*Poesia Nossa de Cada Dia*

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!

Miguel Eduardo- & Karinna*

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito-
em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo



sexta-feira, 23 de julho de 2010

NO AMAR-TE A CADA LETRA


















No amar-te a cada letra
Soasse melhor e sem pressa
Na fala que escutava embargada
A palavra que o passado houvesse
De onde o silêncio residia

Monotonia de certa madrugada
Qual vale sombrio, caixa vazia
Estado de alegria prenhe
Carente de afago meu ouvido
Lia a carta à tinta de lágrimas

Escrita na língua dos apaixonados

terça-feira, 20 de julho de 2010

Excesso da minha verdade*


Excesso da minha verdade
Recito magnólias no cume
O húmus do alvorecer do verbo
Nos olhos incendiados
O linho, o sonho e o objeto.

Flores das ternuras
Florescem em indômitos dedos
Fragores de orquídeas e açucenas
No rasgar da palavra o murmúrio
Colho madrigais entre estrelas.

Clara brisa noite de lua cheia
E o poema se faz delirante
No amar-te a cada letra.

Karinna*

quarta-feira, 14 de julho de 2010

E na alma torna-se consoante

Ressoa nos gestos
Nos sonhos
Renúncia de corpos ausentes

E o disfarce não disfarça
Porque é pedaço de sol
Como tu defronte do espelho

Linda
De frente
E de costas

Excesso da minha verdade


Miguel-