*Poesia Nossa de Cada Dia*

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!

Miguel Eduardo- & Karinna*

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito-
em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

-apenas baloiçar na maciez da espera-







-apenas baloiçar na maciez da espera-

Essa concepção da existência
Através de paradoxos
Na escolha do instante desenhado
Como todo ‘eu’ é dividido
Porque resultado de muitas promessas
A empenharem o futuro
Subordiná-lo a uma exigência
Limitando-o ao que foi lhe exigido
Exatamente como se quer do aqui e agora
No desejo de um satisfeito prazer
-tempestade de silêncios-
(MEG)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

-dividendos-


-dividendos-



ou se há de dividir
tanta terra das lágrimas que trago
no olhar que busca
na face que recebe
o sal do sofrimento fatigado...



ou se deve dividir
tanta palavra que convulsa
freme sob a pele que vocifera
um querer-me assim livre
sem dores, sem pressas



-apenas baloiçar na maciez da espera-



Karinna*