*Poesia Nossa de Cada Dia*

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!

Miguel Eduardo- & Karinna*

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito-
em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo



segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Enraizada, indômita, numa terra de Amor*




Enraizada, indômita, numa terra de Amor*
Essa graça que argumenta
Sempre com ar de quem procura

Inexprimível sentimento
Tornado infinito sem mistério
Abisma-se num raio de beleza
Mais triste, por seu azul-profundo
Que propriamente do penetrante
De um céu limpo

É que lá o Sol
Talvez incompreendido
Chore mornamente
Pois o amor necessita embalar-se
Servir-se das merendas do silêncio
Ornar-se da eterna música

Miguel Eduardo-

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Excesso de infinito, inesperadamente!


Pó*

Excesso de infinito, inesperadamente!

peço um instante de eternidade
um laivo de luz azul a pulsar
entre um ontem desmemoriado
e um amanhã sem lugar

peço uma fagulha branda de esperança
um grito de vida sem medo
entre meus olhos receosos
lágrimas que guardam um segredo

peço um risco sem clausura
uma carícia de um verso infinito
entre minhas linhas escarlates
e meus poemas sem viço

porque há de nascer o novo dia
a despeito da ardidura
do descaso, da semi-vida
do caminho agreste sem alegria

e serei pó de mim mesma
num bordado celeste sem dor
na palavra- dourada caligrafia-
enraizada, indômita, numa terra de Amor.

Karinna*

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

eternidade de nós enamorada...*



















eternidade de nós enamorada...*


Em cada gesto se distingue
Todo um silêncio de incerteza
Mas nele entro através do tempo

E no instante vagamente
Do inquieto sono teu
Mora o riso que brota fácil
E se oferece decorativo
Em pétalas azuis

Assim, não há palavras necessárias
Porque escondidas na garganta...
Que não se falam, eis que se dispersam
Na solidão apenas inventada
Excesso de infinito, inesperadamente!


Miguel Eduardo-

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

voa pela eternidade-



voa pela eternidade
partícula febril
sonho desmemoriado
um amor como nunca se viu...

-rastro de estrelas num verso demorado-

estás sempre no mais longe
enxergo-te olhos do coração
amor meu, como Lua ambarina
escrevo-te em minhas próprias mãos...

-astros dançam poema inacabado-

talvez o nunca seja o sempre
e o talvez seja a certeza
só sei que sou nuvem
névoa sem mágoa
eternidade de nós enamorada...

Karinna*

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

o beijo que não me quis...*



















o beijo que não me quis...
insuflado luxo de espavento
vontade enorme sensação

amor refletido assim
é cruel indagação
que o incerto em si resume

não se para a tempestade
confusão de negro e luz
teu amor a me negar
voa pela eternidade!


Miguel

em mil chamas se reparte-



em mil chamas se reparte
corpo lúcido, cordel de fogo
luz esbatida- um verso grita-

em mil órbitas se reparte
a festa em teus olhos
estouro de estrelas- um céu pinta-

em mil letras se reparte
o poema que não te fiz
a palavra que não ousei
o beijo que não me quis...

Karinna*