*Poesia Nossa de Cada Dia*

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!

Miguel Eduardo- & Karinna*

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito-
em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo



domingo, 16 de maio de 2010

-como Astro-Rei que vai para voltar-


-como Astro-Rei que vai para voltar-

Sob luas de veludo em céu de tule e breu
Estrelas fustigam sonhos e ideais
No seio da noite rompe amálgama de cores
O silêncio, era um linho branco, a carícia
Um estendal no olhar, cadentes amores ...

Sob prisma lúcido a aurora se aconchega
Afugenta a escuridão prateada
E o ouro do Sol tinge um segredo
A música rebrilha em tons róseos
Mais um dia nasce no peito...

Cósmico o corpo na harmonia azul do mundo
Noite ou dia, crença ou sofisma
Na placidez morna a esperança se instala
Há um sonho a cochilar na bruma
A usura do tempo recita uma fala.

Karinna*



sábado, 15 de maio de 2010

SOPRO MORNO - CARÍCIA PRESSENTIDA




















Sopro morno- carícia pressentida
A flor do sentimento ornamentando
Desejo astral em dúvida iludida
Se me faltasse a mim te tributando

Certo cheiro fingido de candura
Despontasse a vestir o verdadeiro
Como clareia o sol a sombra escura
Tal gama da beleza em teu espelho

E enquanto durem chamas dos aplausos
Num beijo tropical de apaixonar
Alguma coisa é no meu ocaso
Como Astro-Rei que vai para voltar

sexta-feira, 14 de maio de 2010

De Tirar o Ar da Respiração e o Chão*


De tirar o ar da respiração e o chão
Borboletas teus beijos flutuando
No desenho dos meus lábios morangos
Rubro sinete da paixão...

Ouso teu nome na aurora quente
Busco teu fôlego na palavra ainda segredo
Seiva, vida, denunciante silêncio
Coração disposto sente...

Urge sentir teu hálito doce
Respirar-te no círculo da magia
No meu rosto tua luz esbatida
Sopro morno- carícia pressentida-

Karinna*

quinta-feira, 13 de maio de 2010

TERRA, ÁGUA E FOGO NO VIVER EM VERSOS


















-terra, água e fogo no viver em versos-

Os passos, o silêncio, o quente sorriso
Aos olhares dançavam forças musicadas
Carícia à saliva, necessidade grave
E seu conteúdo na ideia retido

Intensidade de anseios como a claridade
Beleza de matar a sede espalha-se
Em gestos que os sentidos emudecem
De tirar o ar da respiração e o chão


Miguel-

terça-feira, 11 de maio de 2010

Simples como um Brilhante*


Simples como um brilhante
Feita desse amar assim urgente
Redemoinhos de ilusões sem mágoas
Nós no epicentro, deslizando na corrente
-carinhos que borbulham no verso-água-

Como não te dizer dessa comissura
Frêmito, rendição e clausura
Do deleite que traz o Sol poente
Dos tesouros que ornam nosso olhar
-doirados, prateados, amantes dolentes-

E nos chega das origens, o universo
Sabe de nós, a Poesia, doce afago
Tempo esférico, esse saber adverso
Transbordantes azuis esverdeados, verbos-lagos
-terra, água e fogo no viver em versos-

Karinna*






segunda-feira, 10 de maio de 2010

A POESIA VIVE NO CINTILAR DA ESTRELA

















A Poesia vive no cintilar da estrela
A perseguir-se
Brinca de dourados olhos
No decifrar-nos
Mel na ponta dos dedos

Bela rainha e única
Desenlaça o vento
Fosforece lua
Faísca em letras de luz
Simples como um brilhante

Miguel-

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Cintilações*

Cintilações*

Espero-te na nudez de um poema
No tule da vontade
Sou noiva no campanário do verso
Quando caminhas nos corredores
Do meu corpo frouxo e doce

A organza e o cetim rezam
De luvas, a pelica do céu,
As minhas mãos serenas
Aguardam tuas carícias
Como pingos mornos de letras

Eros traz a rima perfeita
Nos dedos que vestes-me
De estrofe e solfejo
A nossa Lua tange e geme
Um bordado, fio de seda
A Poesia vive no cintilar da estrela

Karinna*