*Poesia Nossa de Cada Dia*

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!

Miguel Eduardo- & Karinna*

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito-
em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo



terça-feira, 15 de janeiro de 2013

-Como asas soltas ao vento –

 
 
-Como asas soltas ao vento –
 
Penitência*
abraça-me a atemporalidade
dos ponteiros de veludo do tempo
trago na face a angústia dos mortais
arranho-me em palavras sem rima
a maldição de um céu terreno
como uma poesia timbrada
na pele que se desprende
em movimento do corpo
 
-como asas soltas ao vento-
 
cinge-me a tolice dos amores
a ambição do verbo sofrido
a paz da lucidez d’alma
no recôndito das brisas
-onde Sol e Lua se amam-
das cores de ser apenas
-nos teus olhos delirantes-
de improviso, a morte
 
-porque há dores que nunca se calam-
 
Karinna*