*Poesia Nossa de Cada Dia*

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!

Miguel Eduardo- & Karinna*

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito-
em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo



quarta-feira, 23 de junho de 2010

Que o poeta vê*


Que o poeta vê
Ao fustigar o fogo que inflama
Num mar cerebral, naus sem âncoras
De velas desbragadas
Em poesias loucas...
Vê o verso estrela
Percebe a flor da rima
A palavra farol
O verbo lua
A voz do Sol
Uma urgência imperiosa
Na claridade mental da bruma...
Traz um soneto errante
Um sorriso cometa indefinível
Um gesto escrito deslumbrante
Onde fervilha puro
O Amor
Letra Maiúscula
Que deixa de ser vogal
E na alma torna-se consoante.

Karinna*

quinta-feira, 10 de junho de 2010

"A usura do tempo recita uma fala"

De falar basta
Como nas dobras da noite
As rosas se desenham
Suspiro do tempo
E imobilidade tempestiva
Harmônico escuro
Muito além dos desejos
Emoldura um espelho
Sopro de poema
Que o poeta vê

Miguel-