*Poesia Nossa de Cada Dia*

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!

Miguel Eduardo- & Karinna*

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito-
em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo



sexta-feira, 29 de abril de 2011

-Irrealidade da cor me anularia-


-Irrealidade da cor me anularia-  

 tal carícia insaciada
o redemoinho das cores
que trazem-te ao meu olhar
ferem-me amores
são raios, são dores
e as noites despenham-se
no coração a pulsar

frágil, sou toda quimera
um cartel de nuances
pintam-te indômito,
paisagem cerebral
no meu sucumbido soluçar

tonalidade gritante
escraviza-me um sonho
és tu- anjo másculo-
de alma fascinada
componho-te na minha pele
num devaneio platônico

-és cristal puro e cortas-me ao luar-


Karinna*