*Poesia Nossa de Cada Dia*

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!

Miguel Eduardo- & Karinna*

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito-
em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

de ser-me em ti palavra única



















de ser-me em ti palavra única*

candelabro essencial de ouro
que ilumina o vértice do tempo
e a estrada assim aberta
ao mais central alívio
de minhas certezas
o prazer multiplica
como de certa dama o facho
em mil chamas se reparte

Miguel-

da clara evidência do verso-



da clara evidência do verso-


desata-me da utopia
do cetim que me desenha
rubra curva arisca
traz um verso de frouxas fitas
uma palavra de fogo-sem rima.

desata-me da angústia
do frisson que arranha
traz um poema de pele
de ranhuras e reentrâncias
doçuras sem laços-ternura tamanha.

traz um beijo de letras
de mel, carinhos e cerejas
que serei escarlate verso
rendição em fúria
desata-me da incerteza
de ser-me em ti palavra única


Karinna*

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

NUM CÁLICE DE PALAVRAS BENDITAS




















num cálice de palavras benditas*
me fora a razão impossível
nasceste nesse momento
certeza em mim absoluta
com a mesma rapidez
de um instante

todo orgulho humano
nessa pequena hora
semente oculta imaculada
resulta em saudade intata

estado de crença permanente
em transparência extática
da clara evidência do verso

Miguel-

a paz na minha madrugada...*


a paz na minha madrugada...



quero a paz do teu verso
nas texturas amorosas
das estrelas que tu pintas

quero a tua madrugada
na oratória indolente
da poesia adocicada

já não necessito-me sofrer
tenho tua paz, tua noite abençoada
em letras azuis enamoradas


quero embriagar-me de infinito
pousar minha lua no teu céu
beber-te num trago de neblina
tuas brumas que me amam
num cálice de palavras benditas


Karinna*