*Poesia Nossa de Cada Dia*

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!

Miguel Eduardo- & Karinna*

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito-
em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

da clara evidência do verso-



da clara evidência do verso-


desata-me da utopia
do cetim que me desenha
rubra curva arisca
traz um verso de frouxas fitas
uma palavra de fogo-sem rima.

desata-me da angústia
do frisson que arranha
traz um poema de pele
de ranhuras e reentrâncias
doçuras sem laços-ternura tamanha.

traz um beijo de letras
de mel, carinhos e cerejas
que serei escarlate verso
rendição em fúria
desata-me da incerteza
de ser-me em ti palavra única


Karinna*

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