*Poesia Nossa de Cada Dia*

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!

Miguel Eduardo- & Karinna*

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito-
em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo



sexta-feira, 7 de maio de 2010

Cintilações*

Cintilações*

Espero-te na nudez de um poema
No tule da vontade
Sou noiva no campanário do verso
Quando caminhas nos corredores
Do meu corpo frouxo e doce

A organza e o cetim rezam
De luvas, a pelica do céu,
As minhas mãos serenas
Aguardam tuas carícias
Como pingos mornos de letras

Eros traz a rima perfeita
Nos dedos que vestes-me
De estrofe e solfejo
A nossa Lua tange e geme
Um bordado, fio de seda
A Poesia vive no cintilar da estrela

Karinna*

Um comentário:

Miguel Eduardo Gonçalves disse...

ESTE BLOG JÁ NASCE CONSTELADO
A tua poesia inaugural soa como voz das coisas que irradia, e alcança o ápice, qual um beijo lacrado no desejo de beijar!
BjK
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