*Poesia Nossa de Cada Dia*

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!

Miguel Eduardo- & Karinna*

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito-
em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo



quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Floração*


Certa linguagem das flores,
que dá o real significado das palavras
venho contar do vento sentido
que alvoroça jardim d'alma
Anuncio nesse verbo
que o sonho ainda é ponte
mesmo triste, incolor e pendente
baila no algodão fosco da minha noite....

Certa solidão das flores
que dá o colorido brumoso do poema
venho contar do olhar perdido
na face de um verso sem letras
Anuncio nesse sentimento
que a vida ainda floresce
mesmo que frágil e demente
em cada sopro de uma prece...

Karinna*

Um comentário:

Miguel Eduardo Gonçalves disse...

É, por si, inteiro uma prece, o poema... Claríssimo entendimento, galopa por caminmho certo, altivo sob o sol necessário para existir a sombra, onde sempre a flor descansa!
BjK
M