*Poesia Nossa de Cada Dia*

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!

Miguel Eduardo- & Karinna*

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito-
em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo



quarta-feira, 23 de julho de 2014

Não suporto minhas mãos sem tua presença...


Não suporto minhas mãos sem tua presença
Essa arrebatada força que à vida se apensa...

És sinônimo de harmonia
Quando do mais nada surge o dia
E nesse toque o verso flamejante
Faz-se aos sentidos abundante
Como a sede que distingue as impressões
Havidas no dia que começa nos senões!

Desses olhares claros, como lembrado sonho
A certeza não se deita, mas esplende e acorda
Em gesto mágico a mim se impondo
Exatamente onde o pensamento aborda!

Cresce a esperança de o eterno palpitar
Vir-nos através de uma flor ao luar...


Miguel E Gonçalves