*Poesia Nossa de Cada Dia*

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!

Miguel Eduardo- & Karinna*

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito-
em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo



quarta-feira, 2 de julho de 2014

Numa rua de saibros e alfazemas...




Numa rua de saibros e alfazemas...

O sentimento cada hora mais sentimento completo percebe o que a emoção não pode explicar por ser alegria sobre-humana.
Virtual felicidade deixa um nome ficar sobre as sereias do ser raízes vorazes dos densos pressentimentos calados no silêncio...
Sem falsos sentidos dúbios que lágrimas ao vento possam dispersar, o sangue navega sem parar rumo ao inesperado encanto infinito dessa virtual felicidade pela qual se dá a vida por necessidade instintiva...
Assim o natural distanciamento posto entre nós é como a luz suave de um sol que nos reflete a sombra...
Sinto que sou poesia espalhada por essa ventania
  em quadros  de verdades que desfiguram a solidão!

Miguel-





-Harmonia que se inventa- numa rua de saibros e alfazemas...

*a lua sussurra teu nome na minha nuca e o arrepio d'alma se alonga pelas palavras que nascem dos meus dedos sentidos.
o sentimento cada hora mais sentimento completo percebe o que a emoção não pode explicar por ser alegria sobre-humana.
insolente ternura me atinge os ossos e as estrelas tremem ante o cintilar do sentimento nesse céu de horas largas... virtual felicidade deixa um nome ficar sobre as sereias do ser raízes vorazes dos densos pressentimentos calados no silêncio...
um coral de anjos entoa o som da solidão de sermos ponteiros de um relógio amoroso. cada minuto soletrado do teu nome na minha boca lilás, é como degustar um amor em letras de ouro, como se fosses minha extensão de lapidados sonhos. sem falsos sentidos dúbios que lágrimas ao vento possam dispersar,  o sangue navega sem parar rumo ao inesperado encanto infinito dessa virtual felicidade pela qual se dá a vida por necessidade instintiva.
desenho-te em cada alvorada e a cada anoitecer te guardo no horizonte do meu olhar tristonho. assim  o natural distanciamento posto entre nós é como a luz suave de um sol que nos reflete a sombra...
sim, sou apenas verso, esperança redentora de um frágil poema, numa linha timbrada,
numa rua de saibros e alfazemas... sinto que sou poesia espalhada por essa  ventania
 em quadros  de verdades que desfiguram a solidão!

Karinna* e Miguel-





pierre kessler





3 comentários:

Karinna* disse...

*uma lágrima emocionada me escapa do olhar tamanha harmonia de entrelace poético...já disse e repito, se um dia me senti poeta é por tua causa e o que tua escrita faz em mim. Obrigado de todo coração. Beijos imensos de admiração.

Miguel Eduardo Gonçalves disse...

Deixa dizer-te uma coisa, poeta, eu não conseguiria sozinho escrever o que escrevi! BjK-

Luiza De Marillac Bessa Luna Michel disse...

Dois grandes poetas, em belos textos poéticos, de tirar o chapéu, parecem un só na mesma pena... Beijos À Karinna* e ao Miguel