*Poesia Nossa de Cada Dia*

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!

Miguel Eduardo- & Karinna*

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito-
em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo



sábado, 16 de agosto de 2014

Vir-nos através de uma flor ao luar...

 
 
 
Vir-nos através de uma flor ao luar...
 
e são de luares as sensações
todos os arrepios nas pupilas
nas anotações da pele
nas entrelinhas dos montes
na solidão das curvas
desses jardins-corpos
 
amantes, as palavras beijam
ardem em versos de prata
e a Lua enamorada
sofre a poesia do Sol
entre as reticências amorosas
morre-se e nasce-se luz prateada
 
-quero essa noite enluarar-
 
Karinna*