*Poesia Nossa de Cada Dia*

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!

Miguel Eduardo- & Karinna*

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito-
em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo



segunda-feira, 28 de março de 2011

- poder visual que argumenta-


- poder visual que argumenta-
o despir dos olhares
em cartas de náufragos
como sentimentos impressos
na pupila que pede um abraço

-sacrifício visual que choraminga-
o dar-se sem pedir, o dar-se sem esperar
como as estrelas se dão
em suas lágrimas prateadas
encaixadas nos braços do luar

-liberdade visual que ama-
todo um arrepio vertido num sonhar
corpo entrincheirado entre cores
dos olhos que não me vêem
libertos das fronteiras do chorar

nessa escuridão explícita
a dor de ser, a alegria de viver
versam despudoradas em meu olhar.

Karinna*

Um comentário:

Miguel Eduardo Gonçalves disse...

Decifrar o introspectivo, eis a questão para um desafio poético que se preze: por-se diante de...
"nessa escuridão explícita
a dor de ser, a alegria de viver
versam despudoradas em meu olhar."
Ô Ka* tu és um´número!
BjK
M