*Poesia Nossa de Cada Dia*

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!

Miguel Eduardo- & Karinna*

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito-
em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo



terça-feira, 29 de março de 2011

No sentido da preferida cor*


No sentido da preferida cor
Caminhante, alma adentro
Dou-te tons e garatujas
Plátanos iridescentes
Perco-me no teu querer-me
Assim, meio inconsciente...


Acolho-te nas nervuras das folhas
Desses outonos que me abraçam
Laranjas avermelhadas as quenturas
Ventos coloridos desenham
Teu rosto, teus traços...


E sou-te sonho ali adiante
Bebes-me a essência
Suplicas-me um retrato
Desse matiz que é Amor
Neblina densa a moldura
-dou-te vida com a cor dos atos-


Karinna*

Um comentário:

Miguel Eduardo Gonçalves disse...

Maneira sutil em que expões uma visão que esplende paz, sublima as flores da singela rima!
Pois, 'na nervura das folhas' é onde a alma toda fundo, e faz dos soberbos mimos leves brincadeiras...
BjK
M-