*Poesia Nossa de Cada Dia*

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!

Miguel Eduardo- & Karinna*

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito-
em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo



sábado, 16 de março de 2013

-porque há dores que, mesmo na morte, nunca se calam-



essa natureza invulgar na morte do agora

entre retratos, o tempo incansável

em prosa e verso, como a houvera achado

incontestável saudade da espera infernal


na humildade do amanhã, propício louvor

a faltar em mim entre peças de um jogo

pelo difícil de montar

um delírio importante

disparado à própria sorte

que, se dirigida com propriedade

será o vivo matiz que esta letra adora

fácil gesto no rumo do tempo

à escuridão tornada escuta de velados pressentimentos


em doridos mil o mais vivo desejo astral

- essa coisa que não se pode exprimir-




Miguel Eduardo Gonçalves

Um comentário:

Karinna* disse...

*Nossa! Fremi aqui. Tu és ímpar! Beijo-te. Karinna*