*Poesia Nossa de Cada Dia*

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!

Miguel Eduardo- & Karinna*

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito-
em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo



quinta-feira, 28 de março de 2013

- essa coisa que não se pode exprimir-

 
 
 
- essa coisa que não se pode exprimir-
 
há um vão
uma dor aberta
entre a razão
e a loucura
um dedo ferido
na porta entreaberta...
 
espalho-me em letras
a ânsia dúbia
de querer-me assim
feitura de poema...
 
coração sente
a inutilidade da palavra vazia
a pele vocifera
o querer sem ter
o sonhar sem entender
o sentimento a me despir...
 
sim
- essa coisa que não se pode exprimir-
Karinna*

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