*Poesia Nossa de Cada Dia*

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!

Miguel Eduardo- & Karinna*

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito-
em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo



sábado, 23 de fevereiro de 2013

-porque há dores que nunca se calam-

 
 
-porque há dores que nunca se calam-

fosse a noite a hora
trazendo da eternidade o fim
enquanto enrosco-me
na fímbria dolorida
das palavras
que assomam vida
nesse meu labirinto corpóreo
como uma sina maldita

fosse a noite a hora
deixaria aos pés do poema
-que nunca escrevi-
toda sorte de amores
que um dia meu olhar sorriu

fosse a noite a hora
desafiar-te-ia ao grito cardíaco
de uma fala molhada
de um peito amante
no limiar do precipício

pois fosse a noite a minha hora
levaria todas as vozes
dessas dores que me trucidam
e seria apenas brisa e ais
no recôndito do teu suspiro

-porque há dores, mesmo na morte, que nunca se calam-

Karinna*


 

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