*Poesia Nossa de Cada Dia*

De fato há caminhos fechados
matizes perpendiculares desbragados.
Há palavras asfixiadas,
no nó da garganta esperançosa
que felizmente não se calam!
-em curvas de perplexidade-
Grande é a poesia que ilumina e interroga!

Miguel Eduardo- & Karinna*

No fim das águas, aberta a cascata o céu mede
Cúmplice náufrago dessa fome que me nutre os passos
No horizonte a poesia em sede como soluços
Na pétala desbragada do verso colho-me cada grito-
em concha de poema urgente-... que palpita!

Karinna* & Miguel Eduardo



quarta-feira, 4 de abril de 2012

-tempestade de silêncios-


-tempestade de silêncios-

queria que brotasse de mim a palavra
que mordesse esse teu coração estridente
que tivesse a força do redemoinho
do sal que pesa no mar
das sensações que dançam nas pupilas
nos olhares mareados- bailando luar...

queria que o silêncio falasse de ti
do farfalhar dos teus sons que amo
na linha pudica do verso transgressor
na realeza das procelas das pétalas
dos lírios que nascem no poema em flor...

queria que brotasse do meu olhar a palavra
que acendesse o luzeiro do teu afeto
e de todas as preces recitadas com fé
com a quentura das estrelas de chumbo
gritasse tua ânsia do depurar sentidos
em sentimentos de café...

queria que a tempestade fustigasse teu rosto amado
e os cheiros de todas as pronúncias
fossem libertação pura
sem cobranças, sem defesas
sem estúpidas renúncias...

queria-te palavra perfeita e nua.

Karinna*

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